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Archive for Abril, 2011

Vinte chineses pertencentes à igreja protestante de Shouwang foram detidos quando se preparavam para levar a cabo as cerimónias religiosas da Páscoa em plena rua, por o regime os ter despejado do edifício que ocupavam na zona noroeste da capital Pequim.

Esperava-se que cerca de mil pessoas se reunissem para a celebração. Ao chegar ao local combinado, os membros da igreja de Shouwang encontraram um forte aparato policial: as pessoas suspeitas de pertencer à igreja começaram a ser encaminhadas para autocarros e transportadas para diferentes esquadras da polícia.

O acesso à rua foi vedado, impedindo que os jornalistas se aproximassem dos detidos. Mas de longe, a imprensa garantia que ninguém ofereceu resistência, obedecendo às ordens das autoridades sem protestos.

Um dos líderes da congregação, Jin Tianming, que foi colocado em prisão domiciliária, disse à AFP pelo telefone ter tido informação da detenção de 20 a 30 pessoas. Jin foi condenado com outros 12 dirigentes da igreja no início do mês, na sequência de uma rusga da polícia que levou cerca de cem pessoas – elas eram suspeitas de dissidência política, informaram as autoridades.

Os responsáveis da igreja de Shouwang dizem não ter agenda política. Desde a sua fundação, em 1993, já tiveram vários embates com o regime, que tem forçado o despejo da organização dos sucessivos espaços que aluga para os serviços religiosos.

Nos últimos dias, Pequim voltou a apertar as restrições sobre as igrejas que funcionam em edifícios residenciais ou comerciais, pondo fim a um período em que tolerou mais ou menos pacificamente a actividade das igrejas que não se submetem à supervisão do Partido Comunista.

O pastor Zhang Mingxuan, que preside à Aliança das Igrejas Residenciais da China, também foi detido em Pequim. Na cidade de Guangzhou, no sul, duas missas de Páscoa foram proibidas. E em Hohhot, norte da China, dezenas de líderes cristãos foram presos.

Data: 26/4/2011 08:36:33
Fonte: NC

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Uma nova droga circula pelo Piauí. Mais letal que o crack, o “Oxi” chegou há apenas dois anos no Estado, mas já traça seu caminho de destruição. Nos últimos três meses, pelos menos 18 pessoas morreram no Estado vítimas dos efeitos do entorpecente.

Conhecido entre os usuários como “óleo”, o “Oxi” é um subproduto do crack. A composição da droga leva, além da pasta base de cocaína, querosene, ácido sulfúrico e cal virgem. Os efeitos no organismo são devastadores.

Segundo os coordenadores da Fazenda da Paz, organização que trata de dependentes químicos, basta apenas um contato para que a pessoa fique viciada. “Temos várias pessoas na Fazenda que são dependentes. Um dia chegou um lá com o lábio cortado, separado em dois, por causa da droga, e por dentro da boca tudo queimado do isqueiro”, relata Célio Barbosa [foto ao lado], coordenador geral do Centro de Recuperação e Tratamento de Dependentes Químicos Fazenda da Paz.

Com um custo de produção baixo, a pedra de “Oxi” muitas vezes é repassada ao usuário como sendo crack. “Estão fumando sem saber; fumando crack sem saber que é Oxi. Sai mais barato para o traficante, pois o que você gasta para fazer um quilo de crack você faz três ou quatro quilos de Oxi”, explica Belizário Gomes [foto abaixo], que trabalha há 26 anos com dependentes químicos em tratamento.
Roberto Vagner, 29 anos foi dependente de “Oxi”. Ele conta os efeitos da droga. “Cheguei a fumar o Oxi por dois meses. A vontade, a compulsão de fumar é maior. Você usa e em cinco minutos já sente vontade de fumar de novo.”

Diferença entre Oxi e crack
A diferença entre um e outro está na elaboração do produto. Para a produção do “Oxi”, em vez de adicionar bicarbonato e amoníaco ao cloridrato da cocaína, os traficantes adicionam querosene e cal virgem. A droga tem coloração mais amarelada ou esbranquiçada, dependendo da quantidade de querosene a cal usada no preparo.
Segundo especialistas, ao ser queimado, o produto fica oleoso. Fumando num papel, o “Oxi” fica preto; se queimado em um cachimbo, a pedra fica com uma crosta oleosa. Vem daí o apelido de “óleo”.

Os caminhos do vício

As drogas ganharam o mundo e estão acessíveis a todas as classes sociais. Seja maconha ou cocaína, crack ou “Oxi”, em qualquer cidade, em quase todas as baladas há quem oferece e quem aceita.

As principais vítimas são os adolescentes. A curiosidade é o principal motivo alegado por eles para o primeiro contato. Mas, de acordo com Belizário Gomes, coordenador da Fazenda da Paz, os reais fatores estão camuflados: a origem da dependência é oriunda de problemas sócias e familiares.

“Durante as entrevista quando chegamos para saber por que a pessoa começou a usar drogas, a maioria respondia que tinha sido por curiosidade. Mas, a realidade é que existem outros fatores, entre eles desvios comportamentais que levavam a pessoa até ali”, explica.
O coordenador explica que é necessário conversar com as crianças e adolescentes e expor o que são as drogas e os malefícios que elas podem causar. Ele orienta que, diante da curiosidade ou oportunidade de experimentar o entorpecente, o ideal é pedir conselhos para as pessoas certar. Quem são elas?

“Se eu for perguntar para quem está usando, ele vai me mostrar que é um barato, que é legal a fantasia da droga. Agora se eu for perguntar para uma pessoa que já passou por isso ou que tenha conhecimento ou formação que possa me orientar, ele vai me mostrar a realidade da droga. Então é isso que a gente orienta as famílias, os adolescentes, as crianças: busquem as informações com as pessoas corretas! A droga se disfarça através daquele que se sobressai de um grupo, que está bem, não mostra aquele que morreu de acidente de carro, aquele que ficou alienado, que se suicidou, aquele que perdeu tudo por causa da droga. Esse ninguém olha, ninguém ver. Só vê o playboyzinho, a menininha que faz ‘cavalo de pau’. Então o adolescente só vê isso”, aconselha Belizário Gomes.

Culpa e recuperação

Interno da Fazenda da Paz, Roberto Vagner foi dependente de crack, “Oxi” e cocaína. Ele diz que usou drogas por quase três anos. Sua dependência foi motivada por depressão. “A pessoa que usa droga usa para se esconder dos problemas que as vezes não consegue superar. No meu caso, eu morava no interior e não tinha aquele ambiente de amor; as vezes me sentia muito só e as vezes me dava uma depressão constante… Com isso fui procurar a droga”, conta.

Dependente, Roberto se achava no “alto”. Não percebia que, na verdade, estava próximo de um “buraco” profundo, difícil de sair.

Há um ano e dois meses “limpo”, o jovem hoje ajuda outros dependentes que ainda estão no início do tratamento. Ao olhar pra trás, Roberto diz que sente culpa, mas que aprendeu a lhe dar com o sentimento. Isso contribuiu com a sua recuperação.

“Quando eu cheguei há um ano e dois meses para o tratamento, foi nesse período de Natal e Ano Novo. Senti uma vontade imensa de ir embora. Mas, na Fazenda, você tem a conscientização de que, se voltar, ficaria pior com a mesma vida de ilusão. Com essa conscientização eu fui crescendo, conseguindo superar os meus limites. Na época eu fiquei Natal, Ano Novo, casamento do meu irmão e hoje eu agradeço muito porque não perdi nada”, relata.

Pela primeira vez depois que começou o tratamento, Roberto vai passar o Ano Novo ao lado da família. O jovem que antes “só queria saber de festa e balada”, agora quer recuperar o tempo perdido. “Vou passar o Ano Novo com meus pais”, conta orgulhoso.

O crack avança no Brasil
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) fez um levantamento inédito e traçou uma radiografia da realidade do crack no Brasil. A pesquisa traz dados alarmantes e aponta que a droga já chegou a 98% dos Municípios – quase quatro mil foram consultados.

Os municípios foram questionados sobre a presença ou não do crack e sobre o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à prevenção e ao controle do uso. Mais de 91% não possuem programa municipal de combate ao crack e nenhum tipo de auxílio dos governos federal e estadual para desenvolver ações. E, apenas 8,43% desenvolvem algum programa municipal de combate.

Por Patrícia Costa e Rômulo Maia – AZ.
Edição: Proparnaiba.com

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Derivado de cocaína tem efeito devastador no organismo, e já é encontrado em alguns estados do país, como São Paulo.

Por Sezimar Fonseca

Descrição: nova droga oxi Oxi, droga mais letal que crack, provoca epidemia de vício pelo paísUm derivado da cocaína está provocando uma epidemia de vício na capital do Acre, Rio Branco e está se espalhando pelo país. De acordo com reportagem em cinco páginas publicadas na edição deste domingo do jornal “O Globo”, a droga chamada de oxi é consumida e procurada por jovens e crianças de todos as classes socioeconômicas do estado da Região Norte. É possível ver viciados perambulando em todas as regiões da cidade.

O nome é uma abreviação de “oxidado”: trata-se de uma mistura de base livre de cocaína e combustível (como querosene ou gasolina). É semelhante ao crack por ser uma pedra branca fumada em cachimbo, que custa mais barato e mata mais rápido. A droga veio da Bolívia e do Peru e entrou no Brasil pelo Acre. Há relatos de que o oxi já tenha deixado viciados nos outros estados da Região Norte e também em Goiás, Distrito Federal, em alguns estados do Nordeste e em São Paulo (nas regiões conhecidas como “cracolândia”). Existe a suspeita de que a pedra já pode ser localizada no Rio de Janeiro, mas a polícia não tem registro de apreensões.

Especialistas ouvidos pelo jornal informam que o derivado tem o poder de dependência no primeiro uso, causando efeitos devastadores no organismo humano: doenças no sistema renal, emagrecimento, diarreia, vômitos e até perda de dentes, por conta do processo corrosivo provocado pela presença dos combustíveis na composição do oxi. A reportagem também ouviu depoimentos de viciados em luta de recuperação em Rio Branco.

“Você usa oxi uma vez, e quer usar duas, cinco, dez vinte vezes. Com a droga, fiquei viciado também em jogo”, afirmou Irivan Lima do Nascimento, de 25 anos. Ele diz que chegou a traficar e perder quatro motos oferecidas pelo pai (que é fazendeiro), tudo por conta do vício.

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