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Fonte: Creio

Depois de Maria da Penha, vem aí a Lei Alexandre Ivo

O novo PLC 122 a exemplo da Lei Maria da Penha, lei que tornou mais rigoroso o tratamento de crimes cometidos contra a mulher, será batizada de Lei Alexandre Ivo, em homenagem ao adolescente que foi assassinado supostamente por ser gay.

Segundo a assessoria da senadora Marta Suplicy (PT-SP), o novo texto do projeto foi elaborado em um trabalho conjunto com os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e com o presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ALGBT), Toni Reis.

Agora o projeto está sob análise dos intregrantes da Frente Parlamentar Mista LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), o texto substitui o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, de autoria da ex-deputada lara Bernardi, do qual Marta é relatora.

A iniciativa surgiu depois de várias tentativas de acordo para aprovar o PLC 122 com a Frente em Defesa da Família, representada pelo senador Magno Malta (PL).

“Estão confundindo a opinião pública. Homofobia é violência física, assassinato, crueldade, barbaridades, já o texto apresentado pela senadora Marta Suplicy, também com novo nome, agora, batizado de Lei Alexandre Ivo, é uma tentativa de não enfrentar a intolerância, o preconceito e a discriminação no mais amplo sentido e não apenas em favor dos homossexuais, mas também na questão racial, estética, social, religiosa e contra o machismo que humilha as mulheres”, disse o senador Magno Malta segundo sua assessoria de imprensa.

A Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira, após estudos feitos, declarou que a homofobia foi banalizada por causa do PLC 122 e que este foi erroneamente chamado de “Lei Anti-Homofobia”.

Magno Malta enfatizou que não se deve priorizar as minorias de forma isolada, como exigem os homossexuais. “Devemos ter ações para enfrentar os preconceitos étnico-racial, o social – de rico contra pobre – estético – principalmente as crianças obesas que sofrem bullying, em relação à sexualidade, a intolerância a religiosidade, a discriminação contra o idosos, o excepcional e a cruel violência contra a mulher”, ressaltou ele.

Sem o desejo de arquivar o PLC 122, Marta Suplicy reconhece que se ouver um acordo com as bancadas ligadas a Igrejas cristãs, ficará mais fácil conseguir a aprovação de uma legislação que considere a homofobia como crime.

“Nunca falei em arquivar o PLC 122. Disse que, fruto das discussões do PLC 122, um novo projeto é discutido no momento, com acompanhamento de Toni Reis, presidente da ABGLT, e também tendo eu relatado a mais lideranças do movimento LGBT o andamento de cada conversa feita entre senadores”, declarou a senadora em uma nota de esclarecimento.

O que o novo projeto faz é definir “crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação”. Um desses crimes seria o de “induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”.

Os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Manuela D’ávila (PCdoB-RS) serão responsáveis por apresentar o novo texto à bancada evangélica da Câmara dos Deputados e representantes do movimento LGBT.

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A pesquisa O Sonho Brasileiro revelou o perfil do jovem brasileiros quando o assunto é religião e família.

Considerada uma das maiores pesquisas realizadas a respeito do perfil dos jovens brasileiros, “O sonho brasileiro” foi divulgado esse mês, e seus dados já podem até ser usados como estudo base para uma nova estratégia evangelística a fim de alcançar os jovens brasileiros.

Produzida pela agencia Box 1824, foram entrevistados em todo o país; 1784 jovens, com idade entre 18 a 24 anos, os quais colaboraram com respostas sobre temas como; economia, política, educação, família, trabalho e religião.

A pesquisa partiu de um questionamento muito simples “Qual o seu maior sonho?”

Para essa pergunta a pesquisa apontou que entre os jovens pesquisados brasileiros, apenas 06% tem o sonho relacionado à família. A maioria (55%) respondeu o sonho como formação profissional e emprego, 15%, a casa própria, 9%, dinheiro e 3%, carro.

Apesar de ser apenas uma amostra entre os milhões de jovens no país, a porcentagem de mais de 90% que não estão sonhando com a família, pode ser preocupante. Essas informações coloca os brasileiros, diante de uma crise no meio dos jovens, uma vez que a família é um projeto Divino feito antes da fundação do mundo.

Ainda falando sobre a família, “O sonho brasileiro” mostrou que para muitos jovens o modelo patriarcal de família não é mais a única referência.

Na área de religião “O Sonho brasileiro” concluiu entre os jovens brasileiros, 77% dos jovens afirmam que se sentem livres para experimentar diversas religiões, 68% dos jovens afirmam que as Igrejas deveriam ser mais flexíveis, 31% afirmam que misturam elementos de diferentes religiões para construir a sua própria crença.

Os resultados mostram que muitos jovens que buscam, acima de tudo, o desejo de se aproximar de suas “crenças mais essenciais e do encontro de sua própria espiritualidade”, e também criar o seu próprio sincretismo.

“Espiritualidade não necessita de vertentes, significados e compromissos. Apenas uma simples crença em algo superior ou algo além do que se vive em nosso plano”.

Quase a metade, 43%, entretanto, afirmou ter religião e ser praticante, 36% ter religião e não ser praticante. Dos respondentes, 17% afirmam ter uma espiritualidade e acreditar em algo superior, mas sem religião e 4% dos jovens brasileiros afirmam ser ateus.

Isso pode refletir jovens com valores relacionados ao cristianismo. O Brasil possui a maior população católica e um protestantismo crescente, mas muitos não são praticantes. “Tenho um conceito próprio baseado no cristianismo e em fatos da minha vida”.

Assim, com uma margem de erro da pesquisa de apenas 2%, a pequena amostra parece revelar que quando o assunto é religião, os jovens estão um pouco distantes de serem identificados com valores e princípios de um Cristianismo autêntico.

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Fonte: Portas Abertas

Autoridades vietnamitas estão se preparando para levar ao tribunal uma instituição católica defensora dos direitos humanos. Em 14 de junho, Peter Pham Minh Hoang, professor da Universidade de Ho Chi Minh City, será levado a julgamento. Segundo sua esposa, ele estava preocupado com a injustiça social e a corrupção no país.

O professor está detido em um local não revelado desde 13 de agosto de 2010, acusado de participar de um grupo político que havia sido banido. Mesmo antes da detenção, as autoridades ameaçaram prendê-lo se ele não admitisse sua participação nas atividades do partido Democracia para o Vietnã, que foi banido por ter atividades consideradas contrárias ao governo.

Os católicos vietnamitas percebem que a detenção do professor Hoang, que também é cidadão francês, é consequência direta de seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e a integridade no país, é resultado de um crescente aumento de ataques contra defensores dos direitos humanos.

Sua família e amigos estão tentando defendê-lo, buscando provas para inocentá-lo e, assim, libertá-lo da prisão.

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Fonte: Creio

Promotores de missões do Rio de Janeiro visitaram a Missão Batista Cristolândia, na cracolândia paulista, em uma programação especial organizada pelos gerentes regionais do RJ, pr. Cleber e Claudia Souza.

Cerca de 45 promotores – representantes de 44 igrejas das Convenções Batistas Carioca e Fluminense participaram da viagem.

Na Missão, tiveram a oportunidade de auxiliar na realização das atividades diárias, tais como: alimentação, apoio no banho de moradores de rua, abordagem nas ruas da cracolândia, entre outros serviços.

Os promotores também presenciaram histórias de vida impactantes. Marcelo foi um dos viciados abordados. Veterinário e conhecedor de cinco idiomas se encontrava preso ao crack. Ele chegou a liderar uma casa de recuperação para viciados.

Pastor Cleber pôde conversar com Marcelo, aconselhando-o sobre o amor de Deus. “Num dado momento da conversa, afirmou que sua vida havia chegado ao fim e eu pude consolá-lo, dizendo que Deus o ama e o enviou a Cristolândia, por ser ali o recomeço de sua vida”, disse o gerente regional.

A caravana do RJ também realizou um culto de gratidão a Deus pelo livramento dado à missionária Soraya Machado e à voluntária Mirian, ambas salvas de um grave acidente ocorrido na via Dutra. Além disso, presentearam a Cristolândia com gêneros alimentícios, artigos de higiene pessoal, doces e balas para o projeto infantil da missão.

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Fonte: Bom dia Brasil

Quando entrou na igreja, em Planaltina, a cerca de 40 quilômetros de Brasília, na noite do último sábado, 28/05/2011, Carlos Henrique de Jesus estava crente que ia ser o padrinho do casamento de uma amiga.

Ele só estranhou a situação quando a cerimônia começou e os noivos não chegaram. A descoberta da surpresa veio quando o pastor o perguntou, em alto e bom som, se ele aceitava sua companheira de 25 anos, Marilene Batista, como esposa.

“Ele despencou a chorar, ficou frio, travou suas pernas. Com muita dificuldade, conseguiu responder o sim. Quase que não sai”, contou o pastor João Machado, que celebrou a cerimônia.

O casamento surpresa foi planejado pela noiva há sete meses. O pastor, os colegas dele, vizinhos, todos sabiam, menos o noivo, que nem desconfiou. Até um convite de mentira foi entregue a Carlos Henrique e uma falsa madrinha foi indicada para acompanhar o verdadeiro noivo no cortejo.

Depois de tanto segredo, com dó do marido, Marilene quase revelou a surpresa. “Eu queria falar para ele um dia antes”, disse a noiva, que foi desencorajada a contar por amigos e familiares.

A noiva garante que, após tanta surpresa e emoção, não planejou nada de inusitado para a lua de mel. Serão três dias num hotel fazenda.

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Fonte: Creio

De acordo com o jornal AGazeta.net do Acre os alunos das escolas públicas da capital Rio Branco estavam sendo obrigados a assistirem os vídeos do chamado “kit gay” que já foi proibido pela presidente Dilma Rousseff.

A denúncia veio por parte dos estudantes que disseram que a direção da escola Armando Nogueira trancava os alunos dentro da sala para que ninguém saísse durante o filme. Os pais também reclamaram e essa polêmica chegou até a Assembleia Legislativa onde os deputados evangélicos resolveram se manifestar.

Os parlamentares ficaram ainda mais indignados ao saber que, apesar de proibidos nos outros estados da federação, os vídeos continuaram a ser exibidos para os estudantes acreanos porque a ação faz parte de um plano piloto em execução em Rio Branco e em Recife.

“Isso é crime. Quer dizer que estão usando nossas crianças como cobaias”?, reclamou a deputada Antônia Sales (PMDB).

O secretário Henrique Corinto, da pasta de Justiça e Direitos Humanos foi convocado pela bancada evangélica e após a conversa declarou suspensa a exibição dos vídeos nas escolas da rede pública da capital.

O assunto gerou polêmica porque em primeiro lugar o kit do Ministério da Educação ainda não tinha sido aprovado, de acordo com o próprio ministro Fernando Haddad. E em segundo lugar por já ter sido vetado pela própria presidente.

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A palavra homofobia está na moda. No mundo inteiro discute-se a questão do homossexualismo. Em alguns países já se aprovou a lei do casamento gay. Aqui no Brasil, tramita no congresso um projeto de lei (PL 122/2006), que visa a criminalização daqueles que se posicionarem contra a prática homossexual. O assunto que estava adormecido, em virtude de firme posição evangélica contra o referido projeto de lei, mormente na efervescência da campanha política de 2010, ganhou novo fôlego com a nova proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que pleiteia a reclusão de cinco anos, em regime fechado, para quem se posicionar publicamente contra o homossexualismo. Diante desse fato, quero propor algumas reflexões:

Em primeiro lugar, esse projeto de lei fere o mais sagrado dos direitos, que é a liberdade de consciência. Que os homossexuais têm direito garantido por lei de adotarem para si o estilo de vida que quiserem e fazer suas escolhas sexuais, ninguém questiona. O que não é cabível é nos obrigar, por força de lei, concordar com essa prática. Se os homossexuais têm liberdade de fazer suas escolhas, os heterossexuais têm o sagrado direito de pensar diferente, de serem diferentes e de expressarem livremente o seu posicionamento.

Em segundo lugar, esse projeto de lei cria uma classe privilegiada distinta das demais. O respeito ao foro íntimo e à liberdade de consciência é a base de uma sociedade justa enquanto a liberdade de expressão é a base da democracia. Não podemos amordaçar um povo sem produzir um regime totalitário, truculento e opressor. Não podemos impor um comportamento goela abaixo de uma nação nem ameaçar com os rigores da lei aqueles que pensam diferente. Nesse país se fala mal dos políticos, dos empresários, dos trabalhadores, dos religiosos, dos homens e das mulheres e só se criminaliza aqueles que discordam da prática homossexual? Onde está a igualdade de direitos? Onde está o sagrado direito da liberdade de consciência? Onde o preceito da justiça?

Em terceiro lugar, esse projeto de lei degrada os valores morais que devem reger a sociedade. O que estamos assistindo é uma inversão de valores. A questão vigente não é a tolerância ao homossexualismo, mas uma promoção dessa prática. Querem nos convencer de que a prática homossexual deve ser ensinada e adotada como uma opção sexual legítima e moralmente aceitável. Os meios de comunicação, influenciados pelos formadores de opinião dessa vertente, induzem as crianças e adolescentes a se renderem a esse estilo de vida, que diga de passagem, está na contramão dos castiços valores morais, que sempre regeram a família e a sociedade. O homossexualismo não é apenas uma prática condenada pelos preceitos de Deus, mas, também, é o fundo do poço da degradação moral de um povo (Rm 1.18-32).

Em quarto lugar, esse projeto de lei avilta os valores morais que devem reger a família. Deus criou o homem e a mulher (Gn 1.27). Ninguém nasce homossexual. Essa é uma prática aprendida que decorre de uma educação distorcida, de um abuso sofrido ou de uma escolha errada. Assim como ninguém nasce adúltero, de igual forma, ninguém nasce homossexual. Essa é uma escolha deliberada, que se transforma num hábito arraigado e num vício avassalador. Deus instituiu o casamento como uma união legal, legítima e santa entre um homem e uma mulher (Gn 2.24). A relação homossexual é vista na Palavra de Deus como abominação para o Senhor (Lv 18.22). A união homossexual é vista como um erro, uma torpeza, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28). A Palavra de Deus diz que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, a não ser que se arrependam dessa prática (1Co 6.9,10). Porém, aqueles que se convertem a Cristo e são santificados pelo Espírito Santo recebem uma nova mente, uma nova vida e o completo perdão divino (1Co 6.11).

Hernandes Dias Lopes

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Fonte: Creio

Dentro de duas semanas, dia 21 de maio, Jesus vai voltar e o mundo vai acabar sete anos depois disso. É o que defendem os seguidores de Harold Camping, fundador da Family Radio e um dos que anunciam a volta de Jesus neste ano. Tudo segundo as escrituras, assegura ele.

Desde o ano passado seus seguidores o tem ajudado a propagar essa crença através da internet e de cartazes e outdoors espalhados pelos Estados Unidos.

“Fui chamado de herege”, afirma Haubert, consultor financeiro de 33 anos. ”Já me disseram que leio a Bíblia de forma errada, mas há pessoas que parecem genuinamente interessadas”, explica. Seu amigo e fiel companheiro, o empresário Kevin Brown, tem uma abordagem mais suave, prefere não discutir com as pessoas, apenas distribui educadamente panfletos que anunciam o Dia do Juízo.

“As pessoas precisam saber”, diz Brown. “Deus nos ordenou a compartilhar o evangelho e o fim do mundo. Se não compartilharmos as boas novas, seu sangue estará em nossas mãos, quer acreditem ou não. Deus está me mandando fazer isto”, explica.

Haubert e Brown largaram seus empregos e passam o dia colando cartazes e distribuindo folhetos para tentar convencer seus amigos e familiares que o Julgamento Final está próximo. Brown explica que esta mensagem está espalhada por toda a Bíblia, mas somente alguns conseguem entendê-la.

“Dia 21 de maio, por volta da 6 horas na Orla do Pacífico, haverá um grande terremoto em cada fuso horário, como nunca houve na história da Terra”, diz ele. Os verdadeiros crentes em Cristo serão “arrebatados”. Os demais experimentarão mais horror que o das histórias de terror”, diz ele. “O pior de tudo isso é que não haverá mais salvação nesse momento. A Bíblia diz que 153 dias depois, todo o universo e o planeta Terra serão destruídos para sempre.”

A crença deles está baseada nos escritos de Camping, 89 anos, que já havia previsto o final do mundo para 6 de setembro de 1994. Quando isso não aconteceu, ele voltou a estudar as profecias. “Naquela época ainda não havia chegado às profecias de Jeremias e vi o quanto ele tinha a nos dizer sobre o final do mundo. Refazendo os cálculos ele chegou à data de 21/05/2011. Nesse dia, supostamente completa-se exatos 7.000 anos após o dilúvio.

Haubert e Brown fazem parte de um número desconhecido de pessoas que acredita piamente que não estarão mais aqui dia 22 de maio.

“Eu me importo com uma aposentadoria. Não estou estressado por ter perdido o emprego. De certa forma, estou mais feliz.”, explica Haubert. Ele tentou alertar seus amigos e familiares, mas todos pensam que ele está louco.

Haubert é solteiro. Brown é casado e tem filhos pequenos, mas nenhum deles compartilha de suas crenças. Por causa disso acabou separando-se de sua esposa, mas ele diz que isso também foi previsto na Bíblia. “Deus diz que não podemos amar o marido, a mulher ou os filhos mais do que a ele. É um teste. Existe uma provação que os crentes estão passando agora. É como um fogo ardente.”

Adrienne Martinez e seu esposo Joel moravam e trabalhavam em Nova York. Depois que passaram a ouvir a Family Radio em 2009, decidiram largar seus empregos e passar seus últimos dias com a filha de dois anos em Orlando. Agora, passam seus dias lendo a Bíblia e distribuindo panfletos. “Organizamos nosso orçamento, estamos gastando nossas economias. Depois do dia 21 não precisaremos mais de dinheiro”, explica ela.

Esse fiéis e seus mentores não temem que a previsão esteja errada. “Temos certeza que vai acontecer. Não há plano B”, explica Camping. A dúvida maior é: “E se eles não forem arrebatados?” “Se eu acordar aqui dia 22 é porque não fui salvo e vou para o inferno. Não quero ir para lá”, teme Brown.

Recentemente, um grupo de ateus decidiu fazer celebrações do fim do mundo, em diferentes cidades, justamente no dia 22 de maio.

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Vinte chineses pertencentes à igreja protestante de Shouwang foram detidos quando se preparavam para levar a cabo as cerimónias religiosas da Páscoa em plena rua, por o regime os ter despejado do edifício que ocupavam na zona noroeste da capital Pequim.

Esperava-se que cerca de mil pessoas se reunissem para a celebração. Ao chegar ao local combinado, os membros da igreja de Shouwang encontraram um forte aparato policial: as pessoas suspeitas de pertencer à igreja começaram a ser encaminhadas para autocarros e transportadas para diferentes esquadras da polícia.

O acesso à rua foi vedado, impedindo que os jornalistas se aproximassem dos detidos. Mas de longe, a imprensa garantia que ninguém ofereceu resistência, obedecendo às ordens das autoridades sem protestos.

Um dos líderes da congregação, Jin Tianming, que foi colocado em prisão domiciliária, disse à AFP pelo telefone ter tido informação da detenção de 20 a 30 pessoas. Jin foi condenado com outros 12 dirigentes da igreja no início do mês, na sequência de uma rusga da polícia que levou cerca de cem pessoas – elas eram suspeitas de dissidência política, informaram as autoridades.

Os responsáveis da igreja de Shouwang dizem não ter agenda política. Desde a sua fundação, em 1993, já tiveram vários embates com o regime, que tem forçado o despejo da organização dos sucessivos espaços que aluga para os serviços religiosos.

Nos últimos dias, Pequim voltou a apertar as restrições sobre as igrejas que funcionam em edifícios residenciais ou comerciais, pondo fim a um período em que tolerou mais ou menos pacificamente a actividade das igrejas que não se submetem à supervisão do Partido Comunista.

O pastor Zhang Mingxuan, que preside à Aliança das Igrejas Residenciais da China, também foi detido em Pequim. Na cidade de Guangzhou, no sul, duas missas de Páscoa foram proibidas. E em Hohhot, norte da China, dezenas de líderes cristãos foram presos.

Data: 26/4/2011 08:36:33
Fonte: NC

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Uma nova droga circula pelo Piauí. Mais letal que o crack, o “Oxi” chegou há apenas dois anos no Estado, mas já traça seu caminho de destruição. Nos últimos três meses, pelos menos 18 pessoas morreram no Estado vítimas dos efeitos do entorpecente.

Conhecido entre os usuários como “óleo”, o “Oxi” é um subproduto do crack. A composição da droga leva, além da pasta base de cocaína, querosene, ácido sulfúrico e cal virgem. Os efeitos no organismo são devastadores.

Segundo os coordenadores da Fazenda da Paz, organização que trata de dependentes químicos, basta apenas um contato para que a pessoa fique viciada. “Temos várias pessoas na Fazenda que são dependentes. Um dia chegou um lá com o lábio cortado, separado em dois, por causa da droga, e por dentro da boca tudo queimado do isqueiro”, relata Célio Barbosa [foto ao lado], coordenador geral do Centro de Recuperação e Tratamento de Dependentes Químicos Fazenda da Paz.

Com um custo de produção baixo, a pedra de “Oxi” muitas vezes é repassada ao usuário como sendo crack. “Estão fumando sem saber; fumando crack sem saber que é Oxi. Sai mais barato para o traficante, pois o que você gasta para fazer um quilo de crack você faz três ou quatro quilos de Oxi”, explica Belizário Gomes [foto abaixo], que trabalha há 26 anos com dependentes químicos em tratamento.
Roberto Vagner, 29 anos foi dependente de “Oxi”. Ele conta os efeitos da droga. “Cheguei a fumar o Oxi por dois meses. A vontade, a compulsão de fumar é maior. Você usa e em cinco minutos já sente vontade de fumar de novo.”

Diferença entre Oxi e crack
A diferença entre um e outro está na elaboração do produto. Para a produção do “Oxi”, em vez de adicionar bicarbonato e amoníaco ao cloridrato da cocaína, os traficantes adicionam querosene e cal virgem. A droga tem coloração mais amarelada ou esbranquiçada, dependendo da quantidade de querosene a cal usada no preparo.
Segundo especialistas, ao ser queimado, o produto fica oleoso. Fumando num papel, o “Oxi” fica preto; se queimado em um cachimbo, a pedra fica com uma crosta oleosa. Vem daí o apelido de “óleo”.

Os caminhos do vício

As drogas ganharam o mundo e estão acessíveis a todas as classes sociais. Seja maconha ou cocaína, crack ou “Oxi”, em qualquer cidade, em quase todas as baladas há quem oferece e quem aceita.

As principais vítimas são os adolescentes. A curiosidade é o principal motivo alegado por eles para o primeiro contato. Mas, de acordo com Belizário Gomes, coordenador da Fazenda da Paz, os reais fatores estão camuflados: a origem da dependência é oriunda de problemas sócias e familiares.

“Durante as entrevista quando chegamos para saber por que a pessoa começou a usar drogas, a maioria respondia que tinha sido por curiosidade. Mas, a realidade é que existem outros fatores, entre eles desvios comportamentais que levavam a pessoa até ali”, explica.
O coordenador explica que é necessário conversar com as crianças e adolescentes e expor o que são as drogas e os malefícios que elas podem causar. Ele orienta que, diante da curiosidade ou oportunidade de experimentar o entorpecente, o ideal é pedir conselhos para as pessoas certar. Quem são elas?

“Se eu for perguntar para quem está usando, ele vai me mostrar que é um barato, que é legal a fantasia da droga. Agora se eu for perguntar para uma pessoa que já passou por isso ou que tenha conhecimento ou formação que possa me orientar, ele vai me mostrar a realidade da droga. Então é isso que a gente orienta as famílias, os adolescentes, as crianças: busquem as informações com as pessoas corretas! A droga se disfarça através daquele que se sobressai de um grupo, que está bem, não mostra aquele que morreu de acidente de carro, aquele que ficou alienado, que se suicidou, aquele que perdeu tudo por causa da droga. Esse ninguém olha, ninguém ver. Só vê o playboyzinho, a menininha que faz ‘cavalo de pau’. Então o adolescente só vê isso”, aconselha Belizário Gomes.

Culpa e recuperação

Interno da Fazenda da Paz, Roberto Vagner foi dependente de crack, “Oxi” e cocaína. Ele diz que usou drogas por quase três anos. Sua dependência foi motivada por depressão. “A pessoa que usa droga usa para se esconder dos problemas que as vezes não consegue superar. No meu caso, eu morava no interior e não tinha aquele ambiente de amor; as vezes me sentia muito só e as vezes me dava uma depressão constante… Com isso fui procurar a droga”, conta.

Dependente, Roberto se achava no “alto”. Não percebia que, na verdade, estava próximo de um “buraco” profundo, difícil de sair.

Há um ano e dois meses “limpo”, o jovem hoje ajuda outros dependentes que ainda estão no início do tratamento. Ao olhar pra trás, Roberto diz que sente culpa, mas que aprendeu a lhe dar com o sentimento. Isso contribuiu com a sua recuperação.

“Quando eu cheguei há um ano e dois meses para o tratamento, foi nesse período de Natal e Ano Novo. Senti uma vontade imensa de ir embora. Mas, na Fazenda, você tem a conscientização de que, se voltar, ficaria pior com a mesma vida de ilusão. Com essa conscientização eu fui crescendo, conseguindo superar os meus limites. Na época eu fiquei Natal, Ano Novo, casamento do meu irmão e hoje eu agradeço muito porque não perdi nada”, relata.

Pela primeira vez depois que começou o tratamento, Roberto vai passar o Ano Novo ao lado da família. O jovem que antes “só queria saber de festa e balada”, agora quer recuperar o tempo perdido. “Vou passar o Ano Novo com meus pais”, conta orgulhoso.

O crack avança no Brasil
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) fez um levantamento inédito e traçou uma radiografia da realidade do crack no Brasil. A pesquisa traz dados alarmantes e aponta que a droga já chegou a 98% dos Municípios – quase quatro mil foram consultados.

Os municípios foram questionados sobre a presença ou não do crack e sobre o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à prevenção e ao controle do uso. Mais de 91% não possuem programa municipal de combate ao crack e nenhum tipo de auxílio dos governos federal e estadual para desenvolver ações. E, apenas 8,43% desenvolvem algum programa municipal de combate.

Por Patrícia Costa e Rômulo Maia – AZ.
Edição: Proparnaiba.com

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